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Trump anuncia "guerra econômica" contra o Irã

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Trump anuncia "guerra econômica" contra o Irã

"Ninguém deu à República Islâmica do Irã uma oportunidade maior de fechar um acordo do que eu", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, acrescentando que Teerã "não a aproveitou".

"Portanto, hoje, estou anunciando a OPERAÇÃO ECONÔMICA MAIS DEVASTADORA JÁ REALIZADA CONTRA QUALQUER PAÍS!", escreveu Trump. "Isso será uma guerra econômica e um isolamento em uma escala sem precedentes", acrescentou.

Qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais forneçam "qualquer tipo de tábua de salvação ao Irã" enfrentaria, ele próprio, "ENORMES consequências econômicas", escreveu Trump.

Trump afirmou que os Estados Unidos precisam do apoio de todos os seus aliados para isolar o Irã e combater a ameaça representada por Teerã.

O governante disse que a medida contempla cortar as vias utilizadas para burlar as sanções e manter os fluxos financeiros para o Irã, entre elas o contrabando de petróleo, as linhas de intercâmbio de moedas, as transferências em dinheiro, as casas de câmbio, os registros de embarcações e as empresas de fachada.

Trump exigiu que todas essas operações "sejam interrompidas agora" e advertiu que Washington vigiará os países e entidades que as mantenham.

Ele apresentou a iniciativa como uma nova fase da pressão americana sobre Teerã, após argumentar que as forças iranianas ficaram gravemente fragilizadas após os recentes confrontos e que sua economia estaria à beira do colapso.

Trump tem intensificado repetidamente suas ameaças contra a liderança da República Islâmica e, mais uma vez, utilizou uma linguagem contundente.

Ele falou em "MEDIDAS HISTÓRICAS" e comparou seu plano — repleto de superlativos — a um "Dia D econômico" para o Irã, ao pedir aos aliados dos Estados Unidos que se somem ao isolamento de Teerã.

O Dia D, em 6 de junho de 1944, quando as tropas aliadas desembarcaram na Normandia, marcou o início da libertação da França e da Europa Ocidental do domínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Mais cedo, Trump declarou que "talvez em algum momento" Washington e Teerã possam retomar negociações para pôr fim à guerra, embora tenha apontado que a atual situação no estreito de Ormuz "é muito boa" e que muitos petroleiros o estão cruzando sem problema.

Enquanto isso, a mídia iraniana não pareceu se abalar com a ameaça de Trump, afirmando que o presidente dos EUA já havia falado repetidamente, no passado, sobre o colapso supostamente iminente do Irã e sobre medidas de proporções históricas.

A cerca de dois meses e meio das cruciais eleições de meio de mandato nos EUA, Trump enfrenta considerável pressão interna, em parte porque não conseguiu apresentar sucessos evidentes em sua guerra contra o Irã nas últimas semanas. Apesar de declarações recorrentes de Trump sobre o Irã ter sido "derrotado", o regime continua no poder, além de continuar a ter iniciativa em ações militares.

Parece ter havido pouco progresso, tanto no âmbito diplomático quanto no militar. Teerã também permaneceu indiferente às ameaças recorrentes de Trump nas negociações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde navios comerciais podiam passar livremente antes da guerra.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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