Eleição de 2026 pode ter “faroeste” nas redes sociais maior que em 2022, diz analista
A campanha eleitoral começa oficialmente neste domingo (16) sob uma preocupação que vai além dos palanques e da propaganda tradicional.
Para a analista de política da XP Bárbara Baião, o ambiente digital de 2026 pode ser mais permissivo à circulação de desinformação do que o observado há quatro anos, justamente em uma eleição que deve ser apertada.
A avaliação foi feita no Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney , durante a discussão sobre a velocidade com que narrativas sem respaldo nas investigações conseguem ganhar alcance nas redes sociais antes que fatos e correções cheguem ao eleitor.
“2030 já começou”: Tarcísio, Nikolas e Renan já jogam a próxima eleição, diz analista “Primeiro, a questão de fundo aqui, que me parece grave, é em relação à campanha digital e um Tribunal Superior Eleitoral que se desenha um pouco mais permissivo em relação a esse ambiente digital de desinformação.
A gente tinha, em 2022, o presidente Alexandre de Moraes com a ministra Cármen Lúcia na vice-presidência, e os relatos das próprias big techs eram de que o TSE era muito atuante em forçar uma remoção de conteúdo”, afirmou Bárbara.
Segundo a analista, a percepção agora é diferente.
O Brasil não avançou em uma legislação específica para regular esse ambiente e, nas conversas com empresas de tecnologia, a interpretação seria de maior espaço para a circulação de conteúdos durante a disputa.
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E, historicamente, quando a gente pega essa nova direita, ela performa melhor nas redes sociais”, disse.
O risco, na avaliação de Bárbara, ganha relevância porque a eleição tende a ser decidida por margens pequenas.
Uma narrativa que se espalha rapidamente, mesmo sem sustentação factual, pode produzir efeitos antes que a campanha adversária consiga construir uma resposta — e ainda não está claro qual seria o instrumento mais eficiente para neutralizá-la.
“Esse tipo de disseminação de conteúdo não me parece que já tenha um antídoto político para ele.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.