Europa enfrenta nova onda de calor e força turistas a mudar planos de viagem
Enquanto fazia stand-up paddle no fim de julho, Kryssi Whitehurst viu uma coluna de fumaça tomar conta do céu sobre um lago no sul da França.
A quilômetros dali, o incêndio florestal de Gironde estava prestes a provocar uma das maiores evacuações em tempos de paz da história francesa.
Britânica, Whitehurst havia viajado com o marido e os dois filhos pequenos para se hospedar em um chalé em um dos famosos campings da costa atlântica francesa.
Quando a família voltou ao local, uma nuvem preta e vermelha dominava o horizonte e cinzas caíam do céu.
“Todo mundo parecia realmente assustado”, contou Whitehurst, que foi até a recepção em lágrimas e recebeu a explicação de que a fumaça vermelha vinha de um produto utilizado no combate preventivo ao fogo.
A família passou os cinco dias seguintes acompanhando compulsivamente as notícias até receber a ordem de evacuação no meio das férias de dez dias.
A primeira metade do verão europeu foi marcada por ondas de calor intensas e incêndios florestais generalizados, que já consumiram mais de 500 mil hectares na União Europeia.
Os rios Danúbio e Reno atingiram níveis historicamente baixos devido à seca provocada pelo calor prolongado, afetando cruzeiros fluviais e forçando operadoras a cancelar ou alterar roteiros, substituindo parte dos trajetos por ônibus e hospedagens em hotéis.
Após o período de junho e julho mais quente já registrado na Europa Ocidental, o continente enfrenta agora sua quinta onda de calor desde maio.
As temperaturas devem atingir ou superar 40°C em regiões da França, Espanha e Itália, antes de avançar para a Europa Central, com máximas elevadas previstas para países como República Tcheca, Alemanha e Polônia.
Dezenas de viajantes relataram ao The New York Times que o calor extremo os levou a remarcar viagens, cancelar visitas a atrações ao ar livre, antecipar retornos ou planejar futuras férias de verão em destinos mais amenos, como Escandinávia e áreas montanhosas.
Muitos disseram ter enfrentado dificuldades com a falta de ar-condicionado e problemas de saúde relacionados ao calor entre crianças e idosos.
“As temperaturas sufocantes mudaram completamente nossa viagem, transformando a visita a esses lugares incríveis em algo que parecia mais uma prova de sobrevivência”, disse Rebecca Hoyt, assistente social do Colorado que visitou o sul da Espanha e da França no início de julho.
Ela afirma que já decidiu não voltar à região no próximo verão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.