O difícil ofício da advocacia criminal
Malditos advogados “Estou cansado”.
Essa é a frase que corriqueiramente ouço de colegas de labuta na advocacia.
Não, não é uma queixa por excesso de trabalho.
É o cansaço em face dos rumos a que a prática processual vem se submetendo.
A advocacia já é uma profissão para poucos.
A criminal, então, nem se fala.
Lutar contra tudo e contra todos faz parte do ofício de quem escolheu defender alguém que ninguém mais deseja ao seu lado.
Isso é advocacia criminal raiz.
Só exerce quem tem o dom de apreciar ser contramajoritário.
Mas os tempos atuais vêm trazendo novos desafios, especialmente difíceis porque ganham contornos institucionais.
Certa feita, ao despachar memorial com o relator de um Habeas Corpus, ouvi de Sua Excelência, com sorriso no rosto, a seguinte frase: “não entendo por que o senhor perde tempo de vir até aqui; o senhor sabe que eu não irei acolher o pedido”.
Devolvi o sorriso amável e lhe disse: “só venho porque defendo direito de terceiro.
Se fosse meu, não perderia meu tempo”.
Essa visão do advogado como um entrave à jurisdição tem as mais variadas representações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.