Patria planeja consolidar FIIs de IPCA e, depois, criar veículo híbrido e de CDI
O Patria Investimentos pretende avançar com a consolidação de seus fundos de crédito imobiliário indexados ao IPCA para avaliar uma operação semelhante com os veículos atrelados ao CDI.
A estratégia prevê reunir quatro fundos em uma única carteira, ampliando a escala, a diversificação e a liquidez para os cotistas .
Segundo Rodrigo Abbud, Head de Fundos Imobiliários do Patria, a ideia é, em uma segunda etapa, repetir o processo com os fundos de CDI e, posteriormente, avaliar a criação de uma estrutura híbrida.
“O nosso objetivo, sem dúvida, é ter um veículo consolidado na inflação.
Depois pegar o que a gente tiver no CDI, fazer o mesmo trabalho e ter um híbrido”, disse Abbud, em entrevista ao InfoMoney .
A consolidação, no entanto, depende da aprovação dos cotistas dos quatro fundos envolvidos.
Abbud destaca que o principal desafio é obter o quórum necessário nas assembleias, já que é preciso alcançar a aprovação de 25% dos cotistas de cada veículo.
“Por mais que seja muito bom para os cotistas, não é simples.
Você tem que ter aprovação de 25% em assembleia de todos os fundos”, disse.
A proposta prevê a incorporação das carteiras do RBRR11 , VCJR11 e RPRI11 ao PCIP11 , que passariam a concentrar cerca de R$ 4,5 bilhões em patrimônio líquido.
Para Abbud, a operação também reduz a concentração de risco da carteira ao reunir um número maior de operações em um único fundo.
Atualmente, o PCIP11 possui 88 operações, com a maior exposição individual equivalente a 5,5% do patrimônio líquido.
Com a consolidação, a carteira passaria a ter 239 operações e a maior exposição cairia para 2,9%.
“Sobre todas as métricas de risco de crédito, essa pulverização acaba sendo muito benéfica para o cotista”, diz Abbud.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.