App do banco vira principal porta de entrada para cripto, mostra pesquisa
Cripto | Foto: Canva As criptomoedas já foram assunto específico de pessoas mais familiarizadas com o universo tecnológico, mas aos poucos essa realidade vem mudando – e com a ajuda do mercado financeiro tradicional.
Atualmente, o aplicativo do banco é a principal porta de entrada para esses ativos, segundo a 2º Pesquisa Nacional de Criptomoedas, realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha e com apoio da Hashdex, Coinbase e ABCripto .
De acordo com o levantamento, do total de 2.004 entrevistados em 137 municípios, 83% disseram que colocaram dinheiro em cripto por meio do app do banco.
Pessoas que montaram sua carteira própria de criptoativos correspondem a 26% dos entrevistados, enquanto corretoras de cripto aparecem em seguida com 20%.
Fundos e ETFs correspodem a 18%.
A pesquisa, aplicada presencialmente em maio de 2026, mapeia como a integração entre bancos tradicionais e o ecossistema cripto vem redesenhando o comportamento do investidor brasileiro — e mostra que o avanço da adoção vem acompanhado de mudanças de perfil, de conhecimento e até de comportamento político.
Cripto já é maior que a torcida do Corinthians O estudo também dimensiona o tamanho da base de investidores no país: 17,2% dos brasileiros já investiram ou já possuíram criptomoedas — o equivalente a quase 29 milhões de pessoas.
Para efeito de comparação, a pesquisa lembra que esse número já supera o da maior torcida organizada do país, a do Corinthians, estimada em 25 milhões de torcedores.
Entre os brasileiros que já colocaram dinheiro em algum tipo de investimento, a poupança ainda lidera (57,1%), mas cripto já ocupa a quinta posição no ranking, à frente de títulos públicos, dólar e ouro — e 2,3 vezes à frente das ações na bolsa.
Conhecimento sobre o tema também cresceu Não é só quem investe que está mais familiarizado com o assunto.
O conhecimento sobre criptomoedas subiu 10,1 pontos percentuais em relação a 2025, chegando a 66,4% da população — ou seja, dois em cada três brasileiros já sabem o que é cripto, mesmo sem necessariamente ter investido.
O Bitcoin segue disparado como o ativo mais conhecido, citado por 60,7% dos entrevistados, seguido de longe por Ethereum (11,1%) e pelo Drex, a moeda digital do Banco Central, com 10,3%.
O avanço mais expressivo aconteceu entre quem tem apenas o Ensino Fundamental completo, grupo que teve alta de 12,1 pontos percentuais no conhecimento sobre o tema — um indício de que a informação sobre cripto está deixando de circular apenas entre públicos mais escolarizados.
Não é mais um fenômeno de elite Um dos achados centrais da pesquisa é justamente esse: cripto não é mais coisa de investidor rico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em startups.com.br — o conteúdo pertence a Startups.com.br.