Com R$ 10 milhões, chega ao Brasil app sueco que indica quando ter relações sexuais sem engravidar
Contracepção pelo celular: aplicativo combina temperatura corporal e dados do ciclo para indicar diariamente o status de fertilidade (Natural Cycles/Divulgação)
Um aplicativo que transforma variações da temperatura corporal em uma indicação diária de fertilidade é a aposta de uma empresa sueca para ocupar um espaço no mercado brasileiro de contraceptivos. A Natural Cycles está investindo mais de R$ 10 milhões na operação no Brasil , segundo apurou a EXAME, em uma ofensiva que inclui equipe local, distribuição do produto e aproximação com médicos.
A companhia chega com números maiores fora do país. Fundada em 2013 , a Natural Cycles afirma ter mais de 6 milhões de usuárias e está disponível em mais de 35 mercados. Seu site informa atualmente uma equipe global de cerca de 150 funcionários .
Nos negócios, a empresa afirma crescer em torno de 70% ao ano e operar no azul desde 2022, com margem EBITDA próxima de 25%. Desde a fundação, já captou mais de US$ 100 milhões com investidores como EQT Ventures, Lauxera Capital Partners, Samsung Ventures e Headline. Taurã Figueiredo , country manager da Natural Cycles no Brasil, diz que a geração de caixa permite bancar novas geografias sem depender de uma nova rodada.
“A gente hoje é lucrativo, gerador de caixa, então a gente consegue expandir com as próprias pernas”, afirma Figueiredo. Segundo ele, a expectativa global é manter uma expansão anual na faixa de 70%. O Brasil é a nova frente dessa estratégia. A companhia recebeu aprovação da Anvisa para uso como dispositivo médico contraceptivo em março de 2025 e começou a acelerar sua presença local em 2026.
“O Brasil, quando a gente olha para tamanho de mercado da América, é o segundo maior mercado depois dos Estados Unidos. Então, naturalmente, começa a fazer sentido essa discussão de entrar em Brasil”, afirma Figueiredo.
Apesar de a tecnologia estar ligada às variações hormonais que ocorrem ao longo do ciclo menstrual, o Natural Cycles não mede hormônios diretamente.
O ponto de partida é a temperatura corporal. Depois da ovulação, o aumento da progesterona provoca uma elevação na temperatura de repouso. O algoritmo combina esse sinal com informações sobre a menstruação, o histórico individual dos ciclos e, opcionalmente, resultados de testes do hormônio luteinizante, o LH.
A temperatura pode ser coletada por um termômetro basal ou durante o sono por dispositivos compatíveis . A empresa tem integrações com equipamentos como Apple Watch e Oura Ring e também passou a oferecer seu próprio wearable, o NC° Band . O dispositivo pesa 13 gramas e tem bateria para até 14 noites.
“Era criar um device desenhado para contracepção, desenhado para mulheres e pensando em facilidade de uso, pensando no sono em especial”, afirma Figueiredo. A comercialização da pulseira no Brasil começou entre o fim de maio e o início de junho.
Depois de processar os dados, o aplicativo classifica cada dia em duas categorias . Nos chamados Dias Verdes , o algoritmo considera que a usuária não está em sua janela fértil e indica que não é necessário um contraceptivo adicional para evitar uma gravidez.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.