IA, dados e estádios inteligentes: como a tecnologia quer mudar o futebol na próxima década
Robson Oliveira, sócio-fundador e presidente da FutebolCard (Divulgação)
A adoção de inteligência artificial , análise de dados e ferramentas de personalização deve ampliar o uso da tecnologia na gestão do futebol ao longo da próxima década, segundo o relatório Tech Powerhouse 2026, divulgado nesta semana pela La Liga .
O documento analisa a transformação do esporte para além das partidas e aborda o uso de recursos tecnológicos na geração de receitas, na operação dos clubes e na relação com os torcedores.
O estudo considera iniciativas adotadas pela liga espanhola durante a última década e também observa outras ligas europeias. Entre as tendências apontadas para os próximos dez anos estão o emprego de IA ativa nas organizações para automatizar processos, o controle dos dados e a soberania tecnológica, a gestão da presença do público nos estádios, a evolução dos estádios inteligentes e a hiperpersonalização de conteúdos e serviços a partir das informações coletadas sobre os torcedores.
Parte dessas discussões também está presente no mercado brasileiro, que passa por mudanças na gestão dos estádios e na operação das arenas. Nesse cenário atua a FutebolCard , plataforma de gestão de ingressos e programas de sócio-torcedor, com operações em clubes das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
A empresa utiliza dados dos usuários para segmentar campanhas e desenvolver ações direcionadas aos diferentes perfis de torcedores. Uma análise recente dos programas de sócio-torcedor administrados pela plataforma identificou que entre 30% e 80% dos cadastros avaliados apresentavam algum nível de inatividade. O grupo reunia ex-sócios, pessoas que abandonaram o pré-cadastro e usuários bloqueados por inadimplência.
Com base nesses registros, a empresa direcionou campanhas para a recuperação desses usuários. A estratégia permite concentrar as ações em pessoas que já tiveram algum contato com os serviços dos clubes e segmentar as ofertas de acordo com as informações disponíveis na base de dados.
A forma de pagamento também apresentou diferenças nas taxas de cancelamento: enquanto o boleto bancário registrou índices entre 75% e 98%, o cartão de crédito recorrente apresentou taxas entre 10% e 38%. O Pix recorrente também aparece na análise como uma alternativa para pagamentos periódicos. Esses mecanismos afetam a permanência dos usuários nos programas e, consequentemente, as receitas associadas às assinaturas.
Outro ponto analisado pela FutebolCard é a oferta de produtos premium , voltados a torcedores com maior poder aquisitivo. Os dados da plataforma indicam que esse público dispõe de uma oferta menor de experiências dessa categoria. A proposta da empresa é incorporar produtos em uma escala progressiva de preços.
O uso das informações produzidas ao longo da jornada do torcedor permite acompanhar diferentes etapas da relação com o clube, desde a aquisição do ingresso até o acesso ao estádio.
Robson Oliveira, sócio-fundador e presidente da FutebolCard , afirma que essas interações permitem identificar hábitos de consumo e direcionar serviços. “Desde a compra do ingresso à entrada no estádio, é possível identificar e mapear padrões de consumo dos torcedores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.