Como chegam Renan, Caiado e Zema para o início da campanha presidencial
Eleições 2026: Renan, Caiado e Zema chegam ao início oficial da campanha presidencial como os nomes do segundo pelotão da disputa (Ricardo Stuckert/PR/Agência Senado/Montagem/Flickr)
Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) chegam ao início oficial da campanha presidencial como os nomes do segundo pelotão da disputa. Distantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), os três aparecem próximos entre si nas pesquisas e apostam que a abertura da campanha, com maior exposição e o início das agendas eleitorais, pode mudar esse cenário.
Na pesquisa CNT/MDA divulgada nesta semana, Caiado tem 4% das intenções de voto, Zema aparece com 3,3% e Renan Santos, com 2,8%. Já no levantamento BTG/Nexus, realizado nos mesmos dias, os três também aparecem próximos: Caiado tem 5%, Renan 4% e Zema 3%.
As estratégias, porém, são diferentes. Caiado conta com tempo de televisão e pretende usar a propaganda para apresentar ao eleitor nacional os resultados de seus dois mandatos em Goiás. Renan e Zema, sem espaço no horário eleitoral gratuito, terão de depender principalmente da internet e de outros formatos de comunicação para ampliar o nível de conhecimento sobre suas candidaturas.
Renan Santos chega à largada da campanha praticamente empatado com Caiado e Zema nas pesquisas e tentando transformar o desconhecimento sobre seu nome em oportunidade de crescimento.
Sem tempo de televisão, a campanha aposta principalmente em vídeos, lives, entrevistas e redes sociais. A estratégia já vinha sendo planejada antes do início oficial da corrida, inclusive com a intenção de percorrer municípios do interior em motorhomes.
O candidato também tenta ocupar um espaço específico dentro da direita. Segundo apuração da EXAME, Renan tem realizado encontros com representantes do mercado financeiro e encontrado uma receptividade no setor. A aproximação faz parte da estratégia de mostrar que o Missão pretende ocupar de fato um espaço à direita, inclusive na agenda econômica, e não apenas funcionar como uma candidatura de protesto ao lulismo e ao bolsonarismo.
A tentativa de se diferenciar de Flávio ficou ainda mais explícita nos últimos dias. Em evento em São Paulo, Renan afirmou que o Brasil estaria se iludindo com uma “farsa bolsonarista” e criticou diretamente o senador do PL.
A campanha, portanto, começa com uma aposta dupla: usar a internet para compensar a ausência de televisão e, ao mesmo tempo, tentar construir uma imagem de candidato de direita capaz de dialogar com setores do empresariado e do mercado que buscam uma alternativa ao bolsonarismo.
Ronaldo Caiado começa a corrida com a principal vantagem de comunicação entre os três: o tempo de televisão. A campanha pretende aproveitar o horário eleitoral para apresentar nacionalmente o governador que passou oito anos à frente de Goiás e transformar os resultados de sua gestão em cartão de visitas para o restante do país.
A estratégia é especialmente importante porque Caiado precisa aumentar o nível de conhecimento fora de Goiás, único estado em que nem Lula nem Flávio lideram.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.