Por que regular o jogo
Nos últimos anos, perdi a conta das vezes em que ouvi a mesma pergunta, quase sempre com a mesma sobrancelha erguida: por que alguém se presta a regular o mercado de apostas ? Ela vem de gente séria, curiosa, de boa-fé.
E vem tantas vezes que resolvi sentar e organizar a resposta que venho dando aos pedaços, numa conversa e noutra.
Este texto é essa resposta.
Começo por uma confissão.
Durante a maior parte da minha vida, olhei o jogo como quase todo brasileiro olha: com um ar de mistério, um leve desconforto, a sensação vaga de que ali havia algo impróprio.
Não é acaso.
O jogo é proibido no Brasil desde muito antes de eu nascer, e eu sou de 1983.
Os cassinos foram fechados nos anos 1940, sob uma carga moral que atravessou gerações.
Cresci, como o leitor, dentro de um país onde a “fezinha” da loteria era tolerada com um sorriso e todo o resto vivia na sombra.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Foi o trabalho que me tirou do dogma.
Quando precisei, por ofício, entender a regulação que começava a nascer, tive de fazer o que raramente fazemos com aquilo que nos incomoda: estudar antes de julgar.
Fui atrás de como o jogo funciona no resto do mundo, do que deu certo e do que deu errado, do que os países aprenderam depois de décadas de tentativa e erro.
O que encontrei desmontou boa parte do que eu achava que sabia.
Apostas online são reguladas há muito tempo em dezenas de jurisdições maduras – Reino Unido, Dinamarca, Espanha, França, entre tantas outras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.