Varejo no Brasil registra alta das vendas acima do esperado em junho
O setor de varejo do Brasil encerrou o segundo trimestre com aumento das vendas maior do que o esperado em junho, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior.
As vendas varejistas subiram 0,5% em junho na comparação com o mês anterior, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístic a ( IBGE ).
Em maio, as vendas registraram alta de 0,3% na base mensal, após recuo de 1,5% em abril.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, o varejo registrou alta de 2,9% nas vendas em junho.
Pesquisa da Reuters com analistas apontou que as expectativas eram de ganhos de 0,3% na comparação mensal e de 2,35% na base anual..
Economistas esperam moderação no setor em sintonia com a esperada desaceleração da atividade econômica, em um ambiente de política monetária restritiva, com a Selic atualmente em 14%. No entanto, o varejo ainda é sustentado pelo mercado de trabalho forte e medidas de estímulo ao consumo.
Em junho, quatro das oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo apresentaram ganhos –Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%), Móveis e eletrodomésticos (0,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%).
As quatro que tiveram perdas foram Livros, jornais, revistas e papelaria (-9,9%), Tecidos, vestuário e calçados (-2,6%), Combustíveis e lubrificantes (-1,7%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%).
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve recuo de 1,0% nas vendas gerais.
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