Como a Logitech quer expandir na América Latina além da guerra do varejo
Logitech (Imagem: Shutterstock/Robert Way) Em um varejo de tecnologia cada vez mais espremido pelo dólar alto e por marcas chinesas brigando centavo a centavo na etiqueta, a Logitech quer crescer na América Latina sem entrar em uma disputa baseada exclusivamente em preço.
No lugar disso, a fabricante suíça de acessórios de informática decidiu fincar pé no valor agregado, apostando no ecossistema completo de software, soluções sem fio, jogos e na força do segmento B2B para continuar crescendo na região.
Quem comanda essa estratégia é Jairo Rozenblit, executivo que criou a operação brasileira do zero há 15 anos e agora assume o comando de toda a América Latina.
A ideia é usar a bagagem do Brasil para integrar os mercados vizinhos, fazendo os países trabalharem juntos e acelerar os negócios sem perder de vista as particularidades locais.
“Eu construí a operação brasileira ao longo de 15 anos e, em março deste ano, passei a liderar também o México.
Agora, a empresa entendeu que fazia sentido levar essa experiência para uma visão mais ampla da América Latina.
É uma evolução natural de uma operação que já amadureceu e de uma região que ganhou relevância dentro da estratégia de crescimento da companhia”, explica o executivo, em entrevista ao Startups .
Ele destaca que a companhia enxerga a região madura em relação ao consumo de tecnologia.
“O consumidor está mais informado, mais conectado e tem expectativas maiores em relação a experiência, produtividade, entretenimento e qualidade”, observa.
Jairo Rozenblit, Head da Logitech para a América Latina (Imagem: Divulgação) A estratégia, porém, não significa transformar a América Latina em um bloco homogêneo.
Segundo Jairo, a Logitech quer criar uma base comum de aprendizados e boas práticas, mas mantendo a autonomia necessária para responder às diferenças de consumo, canais e logística em cada praça.
É nessa combinação que a companhia enxerga espaço para crescer, dividindo suas fichas entre produtividade, videocolaboração para empresas e o mercado gamer.
“O gaming é uma frente muito importante.
O Brasil é o maior mercado de games da América Latina e tem uma comunidade gamer muito fortalecida, além de uma indústria local cada vez mais estruturada”, ressaltou.
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